Fim dos eventos Wi-fi? Era dos QR começando?

por Ricardo Paleari.

EDIT 17/06: Foi confirmado que os QR serão Region Lock, isso anula a parte da minha teoria sobre o fim dos países privilegiados com certos eventos. Entretanto a ideia da volta de mini histórias para Pokémon míticos ainda pode valer.

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Com os recentes trailers de Pokémon Sun/Moon ficamos sabendo os primeiros detalhes sobre as novas mecânicas dos jogos. Foi introduzido o leitor de QR codes, que permitirá registrar (não entenda isso como capturar) Pokémon na Pokédex via QR específicos. Quando você escanear um QR code de um Pokémon que você ainda não capturou, sua Pokédex contará esse Pokémon como visto, o que permitirá você pesquisar o habitat desse Pokémon para tentar capturá-lo depois.

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Além disso, é confirmado que esses QR codes podem ser trocados. Se você e seu amigo mostrarem um para o outro QR codes de Pokémon capturados, esses Pokémon serão registrados na Pokédex um do outro, ou seja, é como se fosse feita uma troca sem de fato fazer a troca. A maneira como um amigo pode mostrar um QR para outro amigo parece ser apenas local, ou seja, os amigos mostram os QR um de frente para o outro para que eles possam ser lidos. Não está claro também se cada um mostra um QR por vez, ou se eles devem mostrar um para o outro ao mesmo tempo. Eu imagino que não vá existir uma maneira legal de extrair os QR codes dos jogos para poder enviá-los para a internet, mas o Pkhex futuramente terá uma função específica para isso, não tenham dúvidas, afinal, esse tipo de função já existiu no Pkhex. Não duvidaria que a função QR em Sun/Moon foi até mesmo inspirada nisso.

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Mas qual é o ponto? Essa função nova é uma nova maneira de incentivar as pessoas a completarem a Pokédex, sem que trocas sejam feitas. Você visualiza o Pokémon escaneando QR codes, descobre seu habitat e tenta capturá-lo. É uma maneira de descobrir também se certos Pokémon podem ser capturados no seu jogo ou se precisarão vir de outros jogos. Mas o mais importante disso, é na verdade a questão de eventos.

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Sabemos que, desde sempre, Pokémon de eventos são distribuídos pela internet. Até a geração 5, eram distribuídos sempre via Wi-Fi, mas alguns países sempre eram privilegiados, principalmente o Japão, pois poucos eventos eram mundiais. Na geração 6 começaram os eventos por Serial Codes, que embora não sejam “region lock”, grande parte dos Serial Codes só eram distribuídos em locais e lojas muito específicos, piorando ainda mais a situação. A quantidade de eventos que os brasileiros tiveram acesso nos 2 primeiros anos da 6º geração foi ridícula, sendo que apenas Diancie e Shiny Gengar chegaram por aqui basicamente. Enquanto isso, ocorriam dúzias de eventos no Japão, e muitos outros na Europa e EUA, distribuídos em redes grandes como Game Stop, GAME, Toys R Us, e outras que não existem por aqui. A situação melhorou razoavelmente esse ano, pelo motivo do aniversário dos 20 anos, onde a maioria dos Pokémon míticos estão sendo distribuídos mensalmente via Wi-Fi e vários outros eventos especiais estão acontecendo via Serial Codes distribuídos no News Letter do Trainer’s Club.

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Mas no mês de junho de 2016 ficamos sabendo que o jogo Pokémon Ga-Olé, jogo arcade exclusivo do Japão e sucessor direto de Pokémon Tretta, será lançado em julho e terá discos especiais com QR codes. Esses QR codes são os mesmos dos quais estamos falando, eles poderão ser escaneados em Sun/Moon futuramente. Além disso, na CoroCoro de Junho foi confirmado que esse será o método de distribuição da Magearna, primeiro evento da geração 7. Você irá escanear o QR code do disco da Magearna em Sun/Moon pode obter sua localização e assim poderá pegá-la. Isso indica fortemente que teremos ao menos uma mini história na captura da Magearna, já que o QR code apenas contará ela como visualizada e não capturada. Será que finalmente os eventos de Pokémon míticos voltarão a ter história ingame?

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Se isso se concretizar, será uma ótima notícia! Para quem jogou os jogos antigos, sabe como eram legais os eventos de Mew, Deoxys, Darkrai, Arceus, Celebi e outros. Mas não é só isso. Um QR code divulgado em um disco, ou revista, ou o que for, pode ser espalhado facilmente pela internet. Isso nos dá esperanças de que todos os eventos futuros sejam mundiais, pois mesmo que o QR seja lançado em outros países, basta divulgá-los na internet e todo mundo terá acesso a eles. Isso quebra de uma vez por todas a vantagem que países como o Japão tem sobre outros a respeito de eventos, e torna as coisas mais justas. Mas claro, isso tudo se assumirmos que todos os eventos futuros serão feitos via QR Codes e que os eventos Wi-fi serão extintos. Mas isso há algo que eu acredito fortemente, com esse novo método de distribuição, realmente não há mais razão para fazer eventos via Wi-Fi, e isso vai ser fantástico pra todo mundo! O que você acha da ideia?

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