Pokemon USun/Umoon – MegaGen Review

Por Paleari MegaGen

Com diversas reviews dos mais novos jogos da linha principal de Pokémon oficialmente lançados, não poderíamos deixar de fazer a nossa própria review. Pokémon Ultra Sun/Ultra Moon foram lançados mundialmente 17 de novembro de 2017, aproximadamente 1 ano depois de seus antecessores que começaram a sétima geração, fechando o assunto Pokémon no 3ds.

É deixado claro desde os primeiros trailers que Usun/Umoon não seriam uma continuação de Sun/Moon, mas sim contariam uma história “alternativa”. De fato, a história contada em Usun/Umoon é essencialmente a mesma de Sun/Moon até o primeiro encontro com o lendário principal de sua versão. Várias coisas menores são contadas de maneiras diferentes durante o enredo, mas nada que cause um impacto no jogador. Eu, sinceramente, não fiquei impressionado em nenhum momento do gameplay além do encontro com o Ultra Necrozma. Me senti jogando novamente Sun/Moon a maior parte do tempo, mas sem as surpresas que eu tive durante a fantástica história que é contada nos seus antecessores. Sim, não há como revisar Usun/Umoon sem tratá-lo como um espelho completo de seus antecessores. Essas versões “melhoradas” funcionam exatamente como em Yellow, Crystal, Emerald e Platinum, que trazem poucas novidades em seus enredos. A visita a Ultramegalopolis me deixou curioso, porém, quando você descobre que você está lá simplesmente para enfrentar o Ultra Necrozma, o desânimo aparece. Não há nada o que fazer lá além de depois poder trocar qual Pokémon você quer usar no Ultra Ride. Nem preciso dizer que os trials também são praticamente os mesmos, com um ou outro detalhe diferente, o que é irritante, visto que eles entraram para substituir os ginásios e é uma ideia com muito potencial, mas foi terrivelmente mal usada por falta de criatividade e continuidade durante o gameplay, e quando eles tinham a chance de corrigir isso com Usun/Umoon, eles repetem o mesmo erro.

Aproveitando o gancho, em termos de adições o Ultra Ride certamente é uma novidade divertida apesar de previsível. Cada portal do Ultra Ride leva a uma dimensão diferente e você encontrará Pokémon comuns, shiny, Lendários e Ultra Beasts. Cada Ultra Beast tem um mundo próprio, sendo Nihilego e Pheromosa/Buzzhole os mais frequentes. O primeiro portal de UB que encontrei foi o da Pheromosa. Logo fiquei feliz porque encontrei um puzzle para seguir em frente e deduzi que as áreas das outras UB também seguiriam o mesmo padrão. A falta de puzzles nos últimos jogos de Pokémon me incomoda muito. Minha dedução falhou miseravelmente. O ultra world dela é o único com um puzzle, em todos os demais você encontra as UB “de graça”. Mas não posso negar que a Ultra Ruin do Guzzlord é muito legal. Se por um lado as UB tem áreas únicas, todos os outros lendários disponíveis tem áreas e encontros genéricos, uma maneira terrivelmente preguiçosa de fazer as coisas. Mas “tudo bem”, ao menos TODOS os lendários antigos estão lá, dando a possibilidade de completar a Pokédex de Gen7 com Pokémon capturados inteiramente em jogos de Gen7. Mas aí já aparece uma contradição terrível, apesar disso, os jogos ainda não tem uma National Dex, o que não faz o menor sentido. A Game Freak resolveu terceirizar a National Dex a tratando como uma DLC via o PokéBank, uma pena.

Ainda falando em adições,  vemos uma tentativa falha de nostalgia com o Kantonian Gym, que nada mais é do que um prédio em Malie City com alguns treinadores fracos e genéricos e um líder fraco e genérico que te dá uma insígnia genérica em uma cenário que imita o ginásio do Surge, sem sequer seu puzzle. Nem preciso dizer mais nada, era melhor nem terem colocado aquilo. Outra adição considerável é o Battle Agency, mas não se engane, ele é praticamente a mesma coisa que a Battle Tree, só que mais difícil, pois você joga com times aleatórios e depende de ter amigos com rank alto para poder enfrentar os NPC’s com potencial de hax máximo, como na Battle Tree/Battle Maison etc… Nem preciso dizer que a Battle Tree de Usun/Umoon é um Crtl+C Crtl+V da de Sun/Moon, adicionando Lillie.

Finalmente, a única adição realmente boa é o episódio RR, conteúdo do pós game, onde você deve parar os planos da nova equipe Rocket que uniu todos os vilões principais, que tem o objetivo de simplesmente fazer o caos em qualquer universo que eles pararem. Os ideais e objetivos de cada vilão são reexplorados e é interessante ver que em seus respectivos universos não existia o treinador (no caso você) que parava os planos deles. Mais divertido ainda é ver que essa parte do jogo trás de volta puzzles clássicos, vários Grunts com inteligência 0 e muita nostalgia de forma bem colocada. É certamente a parte do jogo que mais vale a pena jogar, uma pena que é muito curta e objetiva.

Em termos de visual e dificuldade, certamente Usun/Umoon agradam muito mais que seus antecessores. O visual está muito mais bonito, colorido e polido e com menos lag em geral. Há uma quantidade enorme de pequenas missões secundárias que você pode fazer se for curioso de conversar com todos os NPC’s em seu caminho. Os jogos estão mais difíceis e recomendo fortemente que você jogue com o EXP Share desligado. Há muito tempo não precisava levar meu time principal até o lv 80 para poder seguir em frente. A quest de Zygarde Cells/Cores não existe mais, mas foi substituída pela busca dos Stickers, que são entregues ao Alolan Oak em troca de Pokémon Totem. Uma oportunidade perdida não fazer os Totems com status diferenciados, possibilitando que aparecessem no meta game, gostaria de ver pessoas usando Alolan Raticate, Ribombee, Lurantis entre outros.

Todo o modo online obviamente continua o mesmo, visto que são jogos da mesma geração ainda, então o sistema não pode mudar. Se você odeia o Festival Plaza, como a maioria odeia, vai continuar odiando.

Enfim, não quero tentar defender a Game Freak, mas era muito esperado que Usun/Umoon fosse essencialmente o mesmo que Sun/Moon, já que tivemos apenas 1 ano de intervalo entre os jogos e provavelmente a Game Freak já está trabalhando forte em Pokémon para o Switch. Não havia tempo hábil para trabalhar fortemente em Usun/Umoon. A vinda de Usun/Umoon era necessária pois ela completa o metagame, com move tutores, novos movesets, habilidades e Pokémon. Mas a pressa por trabalhar no que está por vir no Switch é necessária pois muito provavelmente a franquia vai mudar, e muito, no novo console. No geral, gostei de Usun/Umoon, mas eles certamente serão jogos muito melhor aproveitados por alguém que não jogou Sun/Moon. Se você está na dúvida em comprar Usun/Umoon e não jogou Sun/Moon, a compra é definitivamente recomendada, mas se você odeia a ideia da falta de muitas novidades e quer guardar seu dinheiro, a compra passa longe de ser necessária. Em alguns aspectos, Usun/Umoon fecha sim com chave de ouro o assunto Pokémon no mundo dos portáteis, mas infelizmente tem mais erros do que acertos.

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